segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cavaco Silva reeleito com vitória esmagadora



Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República, fugindo a uma segunda volta. Obteve 52,94% dos votos, ultrapassando a percentagem com que foi eleito há cinco anos, 50,54%.
O grande derrotado destas eleições foi sem margem para dúvida o PS na figura do seu candidato Manuel Alegre que não conseguiu ir além dos 19.75%. Foi uma derrota que deve dar que pensar a estes "senhores".


Caro Manuel Alegre, arruma a viola no saco, E Aguenta-te.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mário Crespo - Devem-me dinheiro


José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. 
António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP. 
Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano.  
Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo. Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil. 
António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia. 
PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro. 
Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI. 
Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada. 
Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado. 
Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectostambém. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. 
Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. 
Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro. Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete. Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro. E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem. Muito mais. Já.

E Aguenta-te

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Metade dos Portugueses acha que estamos pior que antes do 25 de Abril




Para 46 por cento dos inquiridos, o actual cenário económico e social é considerado pior, ou muito pior, quando comparado com a vida há 40 anos, antes do 25 de Abril. Se a comparação for feita com um período mais recente, as perspectivas são ainda mais desanimadoras. Mais de metade dos portugueses (58 por cento) vê a vida actual como pior ou muito pior face há 25 anos, antes da entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE).

Para 81 por cento dos portugueses, o principal problema nacional é o desemprego, seguindo-se o sistema de saúde e o endividamento das famílias, que reúnem o consenso de 26 por cento dos inquiridos. A esmagadora maioria (78 por cento) acredita que o país está a caminhar na direcção errada e mais de metade (53 por cento) considera que a situação económica e social do país será pior ou muito pior no prazo de dez anos.

O inquérito revela ainda que há uma grande desconfiança por parte dos portugueses no sistema político. Cerca de 90 por cento dos inquiridos dizem desconfiar ou confiar muito pouco na classe política e nos Governos, 89 por cento nos partidos políticos e 84 por cento na Assembleia da República. Os tribunais, os sindicatos e a administração pública reúnem também elevados níveis de desconfiança.

fonte: público

Ao que o EAGUENTATE apurou, a outra metade, ou ainda não era nascida e por isso não tem opinião, ou ninguém lhe perguntou nada. Até quando temos que suportar isto?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cabaret Fortuna "Bar Aberto" (exclusivo Antena 3)




Grande som.

Mário Crespo - Imaginem



"Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.

Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.


Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.


Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.


Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.


Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.


Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.


Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.


Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que País podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que País seremos se não o fizermos."



Já não é um texto novo mas é um texto que nunca estará obsoleto pois infelizmente julgo que já não há volta a dar a esta podre classe politica que temos instalada e infiltrada por tudo quanto é sitio. Como infelizmente isto nunca passará de imaginação, leva a vida para a frente E Aguenta-te.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Que confusão vai naquelas cabeças



O novo decreto-lei que actualiza as taxas dos serviços de saúde pública e que foi esta semana publicado em Diário da República modifica, também, os valores a cobrar pelos pareceres feitos no âmbito da actividade de restauração. O problema é que estes actos já tinham sido extintos há três anos no âmbito do programa Simplex e a confusão está a preocupar a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).


“A AHRESP, estupefacta com este diploma que prevê taxas devidas pelos pareceres emitidos aos estabelecimentos de restauração e bebidas, está a ser confrontada com a confusão instalada, que perturba o regular funcionamento das empresas nossas associadas”, refere a associação, em comunicado.

A representante do sector recorda que os pareceres e vistorias “deixaram de ser exigíveis, quer no âmbito da obra, quer no âmbito da actividade de restauração e bebidas propriamente dita”. E acrescenta, na nota: “Como não poderia deixar de ser, também no já anunciado Licenciamento Zero, que aguarda publicação, não têm cabimento este tipo de actos”.

A associação critica, por isso, que o Decreto-lei nº 8/2011 actualize taxas “em completo contra-ciclo com o esforço legislativo de simplificação e desburocratização dos procedimentos, que veio abolir este tipo de actos facilitando o acesso às actividades”, acusando o Ministério da Saúde de “prever o pagamento de taxas inexistentes”. A AHRESP já pediu uma reunião à Tutela para poder clarificar esta situação e apela aos seus associados que, até lá, não paguem este tipo de procedimentos.

O programa Simplex, com o objectivo de facilitar a vida das empresas para aumentar a competitividade e o crescimento, transformou o licenciamento prévio obrigatório de estabelecimentos de restauração e bebidas num regime de declaração prévia ao exercício da actividade comercial em causa. A medida vigora desde 2007 e imputa plena responsabilidade ao empresário pelo cumprimento dos requisitos legais exigidos para o exercício da respectiva actividade, nomeadamente em matéria de instalações, equipamentos, higiene e segurança, bem como aos responsáveis pelas obras realizadas no estabelecimento.

O referido Licenciamento Zero foi apresentado em Agosto e, quando for publicado, permitirá que o proprietário deixe de esperar pela emissão de licenças para a abertura do negócio ou para alterações, podendo fazer uma mera comunicação prévia num balcão único electrónico disponível no Portal da Empresa.

fonte: público

Mais uma vez temos um belo exemplo da desorganização e falta de sentido dos nossos governantes. É no mínimo vergonhosa, para não dizer injuriante a forma como se goza com o trabalho tempo e esforço da população. mas por cá tudo passa, tudo esquece E Aguenta-te.

Dia negro no Dakar



Um automobilista morreu num acidente com um concorrente atrasado do Dakar 2011, que regressava ao acampamento apenas na manhã desta quinta-feira.
De acordo com um comunicado da Amaury sport organisation (ASO), responsável pela organização do Dakar, “o acidente ocorreu às 6h10 (locais) da manhã”, numa estrada de Tinogasta, província de Catamarca, a 30 quilómetros do final da etapa.

O piloto argentino Eduardo Amor, de 48 anos, regressava ao acampamento em Chilecito quando chocou frontalmente com a viatura do outro indivíduo. “Informada pelo piloto, a direcção da corrida enviou forças de resgate para o local, uma viatura médica e um helicóptero, e preveniu os meios médicos locais”, informou a ASO.
fonte: público

Infelizmente é um risco que se corre e ao qual todos os pilotos estão sujeitos.